Entidades do comércio cobram ações contra o comércio ilegal

                O Sindilojas Caxias, em conjunto com a CIC, CDL e Sindigêneros, realizou uma reunião nesta quarta-feira (05.12), na sede da entidade, para cobrar uma solução para a invasão do comércio ilegal no centro da cidade. Órgãos e entidades da segurança pública municipal foram convidados para participar do encontro. Estiveram participando da reunião o secretário de Segurança Pública e Proteção Social de Caxias do Sul, Clóvis Pacheco, a secretária Municipal do Urbanismo (SMU), Mirangela Rossi, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego (SDETE), Emilio Andreazza, membros da Guarda Municipal, o delegado da Receita Federal do Brasil em Caxias, Nilson Primo e o delegado da Polícia Civil, Vitor Carnaúba.

                A presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini, abriu a reunião lembrando sobre a necessidade de unir forças contra o comércio ilegal no centro da cidade, melhorando as condições para os consumidores transitarem com segurança nesse período: “É preciso uma ação para inibir essa proliferação de ambulantes no centro da cidade. Estamos hoje aqui reunidos para ouvir da prefeitura sobre ações e uma decisão sobre esse problema”, iniciou. Ela fez questão de ressaltar que, em audiência com o prefeito Daniel Guerra foi estabelecido um prazo para resolver essa questão, que era maio de 2018, mas essa promessa não foi cumprida, lembrando que a única vez em que houve uma ação mais efetiva foi no início do governo municipal. Já o presidente da CIC, Ivanir Gasparin, destacou: “O comerciante não tem venda, os empresários estão no limite e enfrentando, inclusive, ameaças. Alguma coisa tem que ser feita. Nós pedimos audiência com o prefeito e ele não nos atende. O poder está com vocês, os comerciantes nos cobram”, declarou. Além disso, a evasão das compras para outras cidades também foi apontada como uma consequência do comércio ilegal no centro da cidade.

                A secretária Mirangela afirmou que a fiscalização está atuando para minimizar o problema mesmo com o efetivo reduzido: “A circulação dos fiscais ocorre das 13 às 19 horas para coibir a venda e os ambulantes realmente tem saído do centro nesse período do dia”, afirmou. Os comerciantes presentes na reunião, que são diretores do Sindilojas Caxias, afirmaram que a presença do comércio ilegal no centro da cidade passa somente por intervalos quando a fiscalização está próxima, mas que eles retornam ao mesmo ponto após a passagem dos fiscais. Ao ser questionada sobre o motivo das apreensões terem parado, a secretária afirmou que a apreensão não intimida e também declarou que os fiscais, com efetivo reduzido, não contam com o apoio da comunidade. O secretário Pacheco disse que se a atuação não for integrada não vai ter resultado: “Nós precisamos reunir as chefias de segurança porque hoje não existe coesão, é preciso promover uma interação entre os órgãos para chegar a uma ação efetiva”. O secretário Emilio reforçou que a intervenção não pode ser somente do município: “Sei que o prefeito não está satisfeito, mas é preciso atuar com uma visão integrada com a Brigada Militar”, defendeu. Enquanto a Guarda Municipal pediu por uma força-tarefa, Mirangela afirmou que já buscou o apoio da Brigada Militar e teve um retorno negativo. Os guardas municipais lembraram que sempre deram suporte para a fiscalização, mas o efetivo não é suficiente para ações diárias.

                Idalice encerrou a reunião, que teve duração de uma hora e meia, dando como encaminhamento uma solicitação para que os órgãos de segurança se reúnam, cada um dentro das próprias atribuições, e programem com urgência uma reunião para formar uma força-tarefa a curto prazo que possibilite dar segurança aos comerciantes para trabalhar e ao consumidor para comprar nas lojas das ruas centrais coibindo o comércio ilegal: “Nós vamos tentar novamente falar com o prefeito, os empresários estão ao nosso lado cobrando uma solução, mas precisamos de uma ação prática para logo. Já fizemos várias reuniões e cada um defende uma instituição, mas precisam se unir e atuar em parceria”, finalizou.