Como representante legal do comércio, o Sindilojas Caxias promoveu uma pesquisa com mais de 500 comerciantes do segmento varejista não essencial para obter dados e informações que demonstrem o panorama do comércio durante a pandemia da COVID-19. Representando 17% da economia caxiense, o varejo dito “não essencial” tem sido o setor que mais vem enfrentando restrições desde o início da pandemia em um cenário de incertezas diante das responsabilidades com os funcionários e com as obrigações que se acumulam com faturamentos negativos.
A pesquisa foi realizada nesta semana (1º a 02.03) e apresentada ao prefeito Adiló Didomenico , nesta quarta-feira (03.03), como uma iniciativa para buscar o apoio do poder público pela flexibilização do atendimento no comércio mesmo em bandeira preta.
Pesquisa COVID-19
Na pesquisa, o dado mais alarmante revela que a maioria dos comerciantes (62,8%) afirma que está correndo o risco de fechar as portas se um novo período de fechamento voltar a se prolongar, enquanto 21% vai ter que demitir funcionários, no entanto, o cenário alarmante pode ser atenuado por alguma flexibilização diante do fechamento do comércio. A fatia de comerciantes de moda (vestuário, calçados e acessórios) é a mais representativa entre aqueles que responderam à pesquisa, sendo que 81,6% está localizada no comércio de rua, ou seja, está enquadrada entre os pequenos negócios que não possuem filiais para atuar também em shoppings centers ou centros comerciais.
Quanto aos protocolos que envolvem a prevenção à COVID-19, 89,9% sentem segurança para a atuação do comércio, o que demonstra a preocupação com os cuidados estabelecidos pela OMS. Os comerciantes apontam encontros, reuniões informais e clandestinas (89,7%), transporte público lotado (82,4%), falta de cuidado das pessoas com os protocolos de saúde (72,2%) e aglomeração de pessoas em praças e locais públicos (71,7%) como as principais causas para o agravamento da pandemia. Quando convidados a apontar medidas eficazes que devem ser tomadas pelo poder público no combate à COVID-19, na única questão aberta, 37,5% está cobrando maior rigor na fiscalização no combate às aglomerações e a festas clandestinas, 23,6% cita a vacina, enquanto aumentar a disponibilidade de transporte público é lembrado por 7,3%.
Foram 505 respostas na pesquisa feita em formato on-line e disponibilizada por link para o comércio varejista não essencial, setor mais afetado com a vigência da bandeira preta.