Vivemos em um mundo complexo e dinâmico em que o empreendedorismo tem um papel decisivo para o crescimento da economia. Para Joseph Alois Schumpeter, um dos mais respeitados economistas do século XX, o desenvolvimento econômico traz o processo histórico de mudanças estruturais, substancialmente, impulsionado pela inovação em quatro dimensões: invenção, inovação, difusão e imitação. Na teoria, a atividade dos empresários, com base em descobertas científicas, cria novas oportunidades de investimento e emprego. Na análise de Schumpeter, a fase de invenção ou inovação básica tem menos impacto, enquanto o processo de difusão e imitação tem uma influência na economia. Os efeitos macroeconômicos de qualquer inovação básica dificilmente são perceptíveis nos primeiros anos (e muitas vezes até mais).
É importante notar que, de acordo com Schumpeter, a invenção não é a causa: a descoberta e a execução são “duas coisas totalmente diferentes”. A ideia pura e nova não é adequada, por si só, para levar à implementação, ela deve ser assumida por um caráter forte personificada em um empresário e implementada por meio de sua influência. Não é o poder das ideias, mas o poder empreendedor que faz as coisas acontecerem.
Assim, podemos enxergar a inovação como sendo um vetor que desenvolve a economia enquanto o empreendedor desempenha a função de criador da mudança. Vale lembrar ainda, as características típicas dos empreendedores que são: inteligência, alerta, energia e determinação. Empreendedorismo é inovação e a atualização da inovação.
Por inovação, é possível reconhecer a cidade inteligente sendo aquela que trata como priorização da captura e análise de dados como um meio para apoiar o desenvolvimento de políticas baseadas em evidências, promulgando novos modos de governança tecnocrática, capacitando os cidadãos por meio de informações abertas e transparentes e estimulando a inovação econômica e crescimento. Assim, os dados são essenciais para a concretização de uma visão de cidade inteligente.
A cidade inteligente acaba se tornando uma terra fértil para a inovação brotar e para o avanço do empreendedorismo. Nesta visão, estão soluções em segurança como o videomonitoramento, o cercamento virtual e o reconhecimento facial em centros urbanos. Esse assunto inovador cria um cenário de oportunidades para o desenvolvimento local e merece espaços para debate.
César Bisol
assessor jurídico do Sindilojas Caxias
Advogado, graduado pelo Centro Universitário da Serra Gaúcha, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Filosofia na UCS