Presentes com ticket médio menor e preferência por alternativas aos ovos de chocolate, cujo preço supera muito o valor de outros produtos de chocolate como bombons e chocolates em barra, por exemplo. Esse é um dos aspectos que devem marcar a Páscoa em 2021, de acordo com a Avaliação Econômica realizada pela Fecomércio-RS. Em um cenário que conta com menor renda disponível por parte das famílias e uma dose elevada de incerteza em virtude do agravamento da pandemia, o que afeta a confiança dos consumidores, nos aproximamos do que deve ser, infelizmente, mais uma Páscoa atípica – um ano depois de ter sido diretamente impactada com as primeiras medidas de distanciamento impostas em 2020.
Embora tenha havido recuperação nas duas últimas leituras do índice de confiança das famílias (ICF-RS), o indicador ainda permanece muito deprimido, revelando a prevalência de pessimismo e elevada cautela nas compras das famílias gaúchas. Pelo lado da inflação, embora o aumento relativo menor dos chocolates na RMPA (1,94%) em relação ao IPCA (4,30%) pudesse ser um aspecto positivo, ele está inserido em um quadro de aceleração dos preços dos alimentos – o que diminui o poder de compra das famílias, freando o consumo de bens e serviços em geral.
“Os lojistas sabem do momento sanitário crítico que vivemos e estão fazendo a sua parte cotidianamente no combate ao vírus: máscaras são exigidas nos estabelecimentos comerciais, há um grande cuidado com o distanciamento social dentro das lojas e o álcool em gel está sempre disponível. Esperamos estar com o comércio aberto no período que antecede à Pascoa e poder, ao menos, minimizar as perdas depois de um ano tão crítico como foi o de 2020”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.
Ainda, como condicionante do volume de compras, a avaliação pontua que muitas famílias devem optar por não realizarem eventos em comemoração à data, tendo em vista a evolução da situação sanitária até as vésperas da Páscoa. Isso impacta na menor compra de bens para presentear na Páscoa bem como gêneros alimentícios tipicamente consumidos no período em virtude do menor número de reuniões familiares para celebrar a data.
Com base neste cenário, a análise reforça a necessidade de os lojistas reunirem esforços no que diz respeito não apenas ao mix de produtos, mas também na comunicação com seus clientes sobre produtos, promoções, condições de pagamento e de entrega. Como nem todo lojista consegue atuar no e-commerce, a economista-chefe da Federação, Patrícia Palermo, separou três sugestões para quem tenta superar o momento crítico e amenizar prejuízos. Confira:
• Para os comerciantes que têm cadastro, a dica é entrar em contato direto com seus clientes, seja por telefone ou por ferramentas como o WhatsApp, oferecendo seus produtos e facilitando as condições de entrega.
• Nas redes sociais, desenvolva uma estratégia de postagens. Faça uma boa apresentação dos seus produtos, desenvolva ações que gerem engajamento das pessoas como sorteios e promoções, responda a comentários e incentive a interação do público com o seu negócio.
• Forme parcerias. Nos momentos difíceis as pessoas precisam dar as mãos. Se associe com outros negócios para vender seus produtos.